sexta-feira, 11 de abril de 2008

Até quando?


Sábado, 29 de março de 2008. Uma linda garotinha de cinco anos passeia por um supermercado de Guarulhos com seu pai, irmãos e a madrasta. Isabela Nardoni não sabe que dali a algumas horas vai ser vítima de um ato brutal. Daquilo que chamo de “monstruosidade humana”.

O que pode levar uma pessoa a cometer tal ato? Estou até agora me perguntando isso sem, no entanto, encontrar uma resposta. A polícia se sente pressionada pela população que já não agüenta mais esse tipo de coisa. A mãe pede justiça. O pai e a madrasta se declaram inocentes. O avô desabafa: “Meu filho não é um monstro!” E eu grito: “Meu Deus! Que mundo é esse que meus filhos estão crescendo?” O que será que aconteceu naquela noite dentro do apartamento de Alexandre Nardoni? Por que espancaram uma garota sem que ela tivesse a mínima chance de defesa? Alguém já parou pra pensar o quanto ela sofreu? Quanta dor deve ter sentido... Teve um corte na testa, um pulso fraturado, foi estrangulada, a bacia quebrada, além de outras lesões! Eu nem consigo mais dormir pensando nisso. Sei que assistimos a coisas horríveis todos os dias pela televisão, mas esse caso em particular me chocou profundamente. Minha filha de quatro anos agora tem medo de ficar sozinha no quarto. Ela disse que tem medo de um homem aparecer e jogá-la pela janela...

Eu queria saber se isso é a evolução humana. Se for, para que evoluímos? Para destruirmos sonhos? Para destroçarmos famílias? Para que? Alguém sabe me dizer? Espero, sinceramente, que os verdadeiros culpados sejam encontrados e punidos. Na verdade, acho que merecem passar pelo mesmo que fizeram a essa garotinha. Não! Assim mostraríamos mais uma vez que ainda não evoluímos...

terça-feira, 20 de novembro de 2007

PROFISSÃO: MÃE - JANAÍNA BANDEIRA

Sinceramente, ser mãe não é a coisa mais fácil do mundo, mas é uma dádiva que eu aproveito intensamente durante todo meu dia. Acordar cedo, fazer mamadeira, sanduíches, leite com achocolatado e mais uma infinidade de coisas... Isso tudo caindo de sono, pois no dia anterior cheguei tarde da aula.
Sempre falo para as pessoas que meu maior patrimônio são meus filhos. Na minha casa tenho quatro criaturinhas pelas quais daria minha vida se fosse preciso. É uma sensação maravilhosa poder gerar uma vida e carregar esse ser durante meses na barriga sentindo toda sua vitalidade. Ao nascer, aquele choro delicioso, forte, impondo sua presença a todo custo. A babação da família, noites mal dormidas, fraldas e dores decorrentes do parto recente. Amamentar, então, que maravilha!
Eles vão crescendo, aprendendo a andar e a falar. Os primeiros dentinhos, o primeiro passeio, os gritinhos de felicidade ao ver o mar (Acho que para eles é uma grande banheira para tomar banho). No carro, a briga para ver quem fica na janela. Em casa, mais uma vez se desentendem para escolher o canal da televisão ou de quem é a vez no videogame. Enquanto isso a pobre mãe vai contando de um até dez, para não acabar internada em um hospício para o resto da vida. O pai, que trabalha fora de casa quase o dia inteiro, só quer silêncio na hora do Globo Esporte. Coitado! Esse, se tivesse que passar pela metade do que a mãe passa o dia todo, certamente já estaria no soro. Mesmo assim, ele é um anjo que Deus colocou na minha vida.
E eles continuam crescendo. As namoradas aparecem e você tem a sensação de já estar prestes a ser avó. Socorro, estou envelhecendo! Conheci a garota e até que achei-a simpática. Ela nem pense em tomar meu filho de mim! Meu Deus, daqui a algum tempo estarão casando. Fraldas e choro novamente. Dessa vez não serão meus filhos, mas os filhos deles. Às vezes fico me imaginando sentada em uma cadeira de balanço, escrevendo meus artigos e crônicas, com um monte de netinhos a minha volta. O que será que a vida me reserva daqui pra frente? Sei que tem um Deus que cuida de mim e que, com certeza, me dará o melhor, como me deu até hoje.